Os inimitáveis Dr Feelgood!
A formação dos Dr. Feelgood mais emblemática e original, com Lee Brilleaux (1952 - 1994) como voz principal e harmónica e Wilco Johnson (1947 - 2022) na guitarra. Fantástica atuação!quinta-feira, maio 29, 2025
quarta-feira, janeiro 27, 2021
"It's All Meat"! ESTE TEMA DIZ TUDO!!!
Falei, em posts anteriores, na temática do "BLUES". Eis um tema onde surge expressa a profundidade deste género musical. Pode soar datado, pois foi composto e lançado nesse ano (ainda hoje algo enigmático...) que foi 1967. (Lembre-se tudo o que houve, nos mais variados campos, por essa altura.)
Este tema provém de um álbum com um título, então (1967), com muito significado: "WINDS OF CHANGE".
Mas é o último tema do lado B... Portanto, nunca vem nas coletâneas e é sempre ignorado pela generalidade dos ouvintes... Mas encerra e bem, o respetivo álbum!
É muito curto, pois dura pouco mais do que 2 minutos, mas É DIRETO E CERTEIRO!!! E SEM RODEIOS!!! Como deve ser!!!...
(O facto de durar pouco, ainda pode provocar, nalguns ouvintes, a vontade de carregar várias vezes seguidas no botão que faz voltar os temas ao princípio...)
IT’S
ALL MEAT
The
sound of Muddy Waters and the voice of Jimmy Reed
When
Ray Charles moans
It's
all meat on that same bone
It's
all meat on just one bone
When
Miles Davis blows his horn,
When
Ravi Shankar plays
It's
all down home
But
it's all meat on the same bone
It's
all meat on just one bone
When
Erkel Darbies (???) walks,
When
Eric Clapton talks
There's
only one place it can come from
And
it's all meat on the same bone
All
meat, same bone,
Do
it!
Don't
you listen to none of them jive hip squares
Try
to tell you where the blues is from
'Cause
the blues is from the whole wide world
Deep
within the souls of men.
When
Muhammad Ali gets mad
When
an Irishman drinks
It's
all for a woman
It's
all for his home
It's
all meat on the same bone
It's
all meat, same bone
It's
all meat, same bone
Same
bone, same thing
It's all soul, It's all meat!
Olhando para a letra, muitos de certo pensarão: "Deve ser longo e arrastado!". Muito pelo contrário!!! Eu acho que é demasiado curto!!!
E, agora, o mais importante:
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| Eric Burdon & The (New) Animals. Era este o aspeto do grupo por alturas do lançamento do LP "Winds of Change" (1967). |
sexta-feira, janeiro 15, 2021
Paul Butterfield Blues Band e East-West: duas obras-primas de seguida e indissociáveis
Paul Butterfield igual a si mesmo... Mesmo antes de revelarem quem é o verdadeiro "Paul Butterfield", a gente já percebe quem é...
Paul Butterfield (1942 - 1987) e Mike Bloomfield (1943 - 1981): dois bluesmen da cabeça aos pés, um na harmónica, o outro na guitarra. Quando este Mike Bloomfield decidiu sair da banda de Paul Butterfield, para não mais voltar, a "Butterfield Blues Band" nunca mais foi a mesma. Aliás, a morte prematura destes dois músicos de alto nível, mas não reconhecido, constitui duas das maiores tragédias ignoradas da história da música ocidental do século XX. Direta ou indiretamente, sobretudo no caso de Mike Bloomfield, eles foram vítimas do esquecimento a que foram votados, em consequência de o blues ter perdido muito da sua importância, sobretudo a partir da década de 1970. Pode-se dizer que o "nicho" que este tipo de música ocupava, foi sendo gradualmente ocupado pelo chamado "heavy metal", nos seus mais diversos tipos. Tal como tem acontecido com o "heavy metal", também o blues-rock é um género de música que, mesmo nos seus tempos áureos, raramente beliscava os lugares mais inferiores dos "hit-parades". Ambos são dois géneros musicais intrinsecamente anti-mainstream e, sobretudo, anti-comerciais. Todavia, tal como o referido "heavy metal", o blues tem sempre mantido um núcleo de fans, adeptos e seguidores dos mais solidamente fiéis, quase como acontece nos clubes de futebol.
The Monkees - Mary, Mary (1966-1967). A versão que teve mais êxito e ficou mais famosa. Conta-se que, quando esta versão foi lançada, houve protestos aqui e ali de fans de Paul Butterfield e não só. Estes achavam que a, então, recém criada banda The Monkees tinha "roubado" o tema e o adulterado. A versão "pop" desta canção pode ser criticável mas, na verdade, o tema não foi "roubado". O seu autor era, precisamente, Mike Nesmith, um dos elementos dos The Monkees (é, no video, o guitarrista). Acontece que este, uns meses antes, quando ainda a sua banda ainda não era famosa, ele ofereceu o tema ao grupo de Paul Butterfield, que fez uma interpretação genuína, como era de esperar... A única coisa, digna de registo, da versão dos Monkees é a parte rítmica, que ficou a cargo dos bateristas Hal Blaine e Jim Gordon, já então músicos de estúdio veteranos e muito requisitados. Hal Blaine tocaria bateria, por exemplo, em diversos temas dos The Mamas & The Papas. Jim Gordon, para além de ter sido "session musician", chegaria a integrar o super-grupo Derek & The Dominoes, liderado pelos guitarristas Eric Clapton e Duane Allman (1946-1971) (este último membro-fundador dos Allman Brothers Band) e que teria como seu maior êxito o tema "Layla" em 1970.
